quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Resenha: Uma Noite Como Esta - Julia Quinn

Título: Uma Noite Como Esta
Título Original: A Night Like This
Série: Quarteto Smythe-Smith 02
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017
Skoob: Uma Noite Como Esta
Compre: Saraiva
Avaliação: 


Sinopse: Anne Wynter pode não ser quem diz que é…
Mas está se saindo muito bem como governanta de três jovenzinhas bem-nascidas. Seu trabalho é bastante desafiador: em uma única semana ela precisa se esconder em um depósito de instrumentos musicais, interpretar uma rainha má em uma peça que pode ser uma tragédia ou, talvez, uma comédia – ninguém sabe ao certo – e cuidar dos ferimentos do irresistível conde de Winstead. Após anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ele é o primeiro homem que a deixa verdadeiramente tentada, e está cada vez mais difícil para ela lembrar que uma governanta não tem o direito de flertar com um nobre.
Daniel Smythe-Smith pode estar em perigo…
Mas isso não impede o jovem conde de se apaixonar. Quando ele vê uma misteriosa mulher no concerto anual na casa de sua família, promete fazer de tudo para conhecê-la melhor, mesmo que isso signifique passar os dias na companhia de uma menina de 10 anos que pensa que é um unicórnio. 
O problema é que Daniel tem um inimigo que prometeu matá-lo. Mesmo assim, no momento em que vê Anne ser ameaçada, ele não mede esforços para salvá-la e garantir seu final feliz com ela.

Resenha: Ontem postamos a resenha do primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith, Simplesmente um Paraíso, e hoje vamos falar sobre o segundo livro da série, que conta a história do irmão de Honória e da governanta da família Pleinsworth, e o livro começa um pouco antes do final do anterior, e mostra algumas cenas onde vimos os personagens, mas agora sob o ponto de vista dos desse dois.

Depois de passar anos exilado no exterior, tudo graças a ter atirado em Lord Hugh Prentice  em um duelo e ter deixado o colega manco para sempre, o que fez o pai do rapaz jurá-lo de morte, Daniel Smythe-Smith volta a casa de sua família na noite da famosa e infame apresentação do Quarteto de solteiras da família, onde esse ano se encontra também sua irmã mais nova. Entre elas se encontra uma moça que Daniel não sabe quem é, mas tem certeza que não é nenhuma de suas primas.

Então Elizabeth veio, com uma travessa de bolos e doces, e finalmente Harriet, que carregava um pequeno maço de papel - sua obra atual, Henrique VIII e o Unicórnio da Condenação.
"Eu não tenho certeza se Frances vai gostar de um unicórnio mal," Anne lhe disse.
Harriet olhou para ela com uma sobrancelha arqueada. "Ela não especificou que deveria ser um unicórnio bom."
A moça em questão é Anne Wynter, governanta de suas primas que está tomando o lugar de sua prima Iris que está "adoentada", e ela não esperava e nem queria conhecer uma pessoa que a fizesse sentir como Daniel fazia. E quando ele deixa claro que está interessado nela, ela tenta demostrar o máximo possível que não irá se render aos encantos dele, mesmo que isso seja tudo o que ela mais quer. O rapaz acaba convencendo a tia a ir com todas suas primas, e claro Anne, passar alguns dias em sua propriedade no campo, e lá ele tenta cortejar a governanta de todas as formas possíveis, mesmo que isso signifique passar mais tempo do que qualquer um gostaria com suas primas adolescentes.
"Me disseram uma vez que a parte mais importante de uma briga é ter certeza que seu oponente fique pior que você quando a briga acabar."
Mas quando ele descobre que um acidente que poderia ter matado ele e Anne foi na verdade totalmente proposital, ele começa a suspeitar que o pai de Lord Hugh pode estar descumprindo sua promessa e sua vida pode estar de novo em risco. Mas enquanto ele investiga essa possibilidade, Anne tem outras suspeitas, e acha que um segredo de seu passado está voltando para se vingar e que precisa ir embora antes que toda a verdade venha à tona.
"Ele disse que me amava," ela sussurou.
Daniel engoliu a saliva, e ele teve a sensação estranha, quase uma premonição do que seria ser um pai. Algum dia, se Deus quiser, ele teria uma filha, e essa filha se pareceria exatamente como a mulher parada a sua frente, e se ela algum dia olhasse para ele com essa perplexa expressão, sussurrando, "Ele disse que me amava..."
Nada além de assassinato seria uma resposta aceitável.
No entanto, quando ela vê que estava certa, e que agora está presa a uma realidade da qual tentou fugir a todo custo, ela resolve aceitar a ajuda de Daniel. É então que ele descobre que Anne é na verdade Annelise, filha de um aristocrata rural que aos 16 anos foi enganada pelo filho de um nobre, o melhor partido da região, que fingiu ama-la só para lhe tirar a virgindade, e que quando descobriu que ele estava noivo de outra e só queria usá-la, se defendeu dele com um abridor de cartas que deixou para sempre uma cicatriz, o que fez o jovem jurar que a mataria. Seus pais então mandaram ela ser dama de companhia de um senhora na Ilha de Man (no meio do nada), e desde então ela vem lutando para se manter sozinha no mundo. Sabendo a verdade, e decido a casar com Anne mesmo assim porque ela é a mulher da sua vida, Daniel vai precisar da ajuda da família e amigos para salvar sua amada dos fantasmas do seu passado e enfim achar seu final feliz.
Daniel se segurou, esperando por uma onda de ciúmes que nunca veio. Ele estava furioso com o homem que tinha tirado vantagem da inocência dela, mas não sentiu ciúmes. Ele não precisava ser o primeiro dela, ele percebeu. Ele simplesmente precisava ser seu último. Seu único.
Ao contrário de Honória e Marcus, Daniel e Anne tinham vários obstáculos em seus caminhos, e muitos bem difíceis de superar na época. Primeiramente tinham a diferença de classes, que pra falar a verdade foi meu único incomodo no livro, como ela foi superada facilmente por todos, eles depois tiveram um casamento gigante e cheio de gente e tudo mais. Havia também o problema de Daniel, que depois do duelo teve que crescer muito emocionalmente, pois além de viver anos fugindo e tentando não ser assassinado, vivia com a culpa de ter deixado um colega manco pra sempre, apesar dele e Lord Hugh serem grandes amigos e Hugh já o ter perdoado.

Então temos toda a história de Anne, como ela foi aproveitada em sua inocência, como foi considerada a única culpada na situação pelos pais e abandonada, e como a partir daí aprendeu a se virar e sobreviver sozinha, tendo que muito rapidamente crescer e  ser forte por si mesma, e isso gera também ela ter que aprender a se deixar ser cuidada por Daniel, e confiar que ele a amava de verdade. Os dois personagens tem que crescer muito rápido depois de uma juventude cheia de privilégios que tiveram, e os levaram a atitudes que mudam drasticamente suas vida, e isso faz desse segundo livro da série bem mais profundo que os outros em alguns níveis. O romance é bem fofo, e o Daniel é um dos meus heróis preferidos, tendo se apaixonado por Anne apesar dela ser uma governanta, e nunca deixando nenhum dos acontecimentos mudarem sua percepção e devoção, e nunca a tratando diferente ou a desrespeitando por ser de uma classe inferior (sabe senhor Benedict Bridgerton?). O livro ainda trás mais afundo os personagens Lord Hugh e Lady Iris, que são os principais em A Soma de Todos os Beijos,  o próximo livro da série que terá a resenha postada semana que vem e é meu preferido, e tem muito mais personagens secundários, mostrando mais amplamente toda a família Smythe-Smith.

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